terça-feira, 18 de novembro de 2014

Largando o vício.

Venho tentado largar o vício, que tão mal me faz.
Apertei as rolhas e escondi as garrafas daquele vinho que aquecia meu corpo por dentro, me saciava e e me dava uma sensação de felicidade.
No começo eu neguei, dei uma bicadinha, tomei uma taça, depois mais outra, mais outra, passei a carregar a garrafa na bolsa e me vi então mergulhada em um oceano de vinho tinto.
Ao passar do tempo, o vinho que era suave se secou. Não me refiro ao sabor requintado de um vinho seco, me refiro à secura da falta de sabor, o vinho passeava pela minha boca sem gosto, sem cor.
Tentei adoçar, chacoalhar a garrafa, por de volta no barril, pensei em mil formas, e o vinho ficava cada vez mais seco, um gosto cada vez mais amargo como lágrimas de rancor que descem.
Então engoli à seco e fechei as garrafas. Escondi, fiz o possível para deixar fora de vista.
E funcionou muito bem! Tive algumas recaídas naturais, mas minha reabilitação durou pouco tempo e já estava de volta!
Mas as vezes, os ventos trazem o aroma da uva doce, o cheiro me estremece por um instante, mas só me traz tristeza, não consigo mais lembrar do sabor suave que me fazia flutuar, só daquele gosto amargo de ferrugem da bebida que me secou a boca. Mas confesso que às vezes sinto saudades, sinto vontade de tentar uma taça nova, algum jeito de sentir aquele sabor de novo. Mas não. Me embebedei, a bebedeira me cegou e a cegueira fez eu me perder.
Por favor, afasta de mim este cálice de vinho tinto de sangue, me traga de volta a água que é pura, inodora, incolor, insípida e mais que tudo... indolor.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O passado nunca foi tão presente.

Sumi, né? Os últimos dias foram de muitos pensamentos, análises, reflexão, reflexão, reflexão... Mas me aconteceu uma coisa muito legal ontem! E o post será longo, mas bem legal, vamos conversar!

Visitei o passado e encontrei um presente muito atual, e não podia vir em melhor hora!

Falando de um modo mais prático: Fiz uma busca no Google sobre um livro que li há anos, chamado "O Beijo de 10 segundos" (Excelente para casais, inclusive!). E na primeira página da pesquisa apareceu uma foto minha! Eita! Cliquei na foto e encontrei um antigo Fotolog de 2007/2008, que retratou do começo ao fim uma época muito feliz! Lá fui eu ver cada um dos 80 posts!



Viajei até os 16 para 17 anos! 3° Colegial, 1° Emprego, aprendendo a amar. Vi as fotos de uma menina doce e fofa, até eu mesma olhei as fotos e pensei "Mas que liiiiiiiinda essa menina!", e eu não gostava de nenhuma foto, que horror!


A menina doce e fofa ria à toa e pensava demais, gostava de cantar músicas sozinha no quarto como se fosse uma rockstar, já sonhava em ir para Londres, não bebia, odiava suas bochechas rosadas e celebrava a vida simplesmente por ouvir uma música que gostava. Inclusive no Fotolog já havia citações da música que dá nome a este humilde blog (sabiam que é de uma música? Meus amigos de Angra provavelmente sabem! Primitive Chaos do Almah é uma música lindíssima, daquelas de ouvir de olhos fechados, recomendo ouvirem e se deixarem levar!).

Adorava filosofia e mitologia, e meus deus, era INSUPORTÁVEL de melosa, socorro! Como o Gustavo me aguentava? Hahaha! Mas antes mesmo de namorar, não acreditava em casais que diziam se amar com 3 dias de relacionamento, falava de amor e nem tinha descoberto o que era ainda:

"Se existe uma coisa que eu ODEIO é gente que vulgariza o verbo amar. Pra mim, o amor é algo que não se pode surgir de uma hora pra outra, é algo que vai surgindo, crescendo e se alimentando, alguns mais rápido, sim. Mas essa palhaçada é sem explicação. Eu amo! Amo e sou amada, amo mas não falo, amo pessoas, amo coisas, músicas, sensações e posso dizer que nenhum dos meus amores surgiu de repente. É tudo uma questão de se aprender a amar.
Tá, foi só um desabafo, não sei se estou certa em relação à minha crítica ou não... Mas a única coisa que espero é que as pessoas descubram o quão valioso o amor é! E o quão mágica é essa sensação *-*. Amar é muito bom! Mas fazer mal ao amor, vulgarizando seu nome e dizendo "eu te amo" até pra pedrinha que se tropeça na rua, não é legal. E espero que aprendam a amar." 

16 anos e eu já sabia falar "Quão"! Hahahaha

Algumas coisas me impressionaram, como a cabeça que se formava dentro de mim aos 16 anos ao mesmo tempo em que o coração ainda era tão puro.

"É bom saber que nem tudo é como se imagina! Que a vida tem altos e baixos todos sabem, mas o bom é saber que os altos podem chegar à qualquer momento! Sabe, descobri que vivo em dois mundos, esse aqui, normalzinho e o outro, é aquele meu mundo onde tudo é colorido e bonito! Confesso, depois que terminei meu último namoro, eu tinha decidido sair um pouco desse mundinho colorido e bonito e começar a ser igual todo mundo é. Mas... mas... mas... aaah não tem como! Meu mundinho colorido tá tããããão bonito agora *-*. É estranho pensar como os sentimentos podem surgir de forma tão inacreditável ou que às vezes a gente mesmo duvida que pode acontecer de tal forma até a hora que a gente sente através dessa tal forma."

Essa história de "Ás vezes eu quero ser igual a todo mundo" me assombra até hoje, mas eu esqueço rapidinho como fazia aos 16. =D

Aos 17, refletia sobre a vida e o valor das coisas e nem tinha começado a viver ainda (quem garante que aos 24 eu já comecei?):

"Muita gente sonha alto... Grandes carros, grandes casas, grandes bens. Sem saber que a vida simplesmente não se consiste nisso. Muita gente espera ansiosíssimo pelo dia do aniversário pra ganhar *pensa* ahn... aqueeeeeeeeele celular que filma, fotografa, dá cambalhota daquela tia-avó que mora lááá no interior! xD mas que no futuro o celular vai estar lá, todo arranhado e com botões caindo =D. (N.E.: Isso pq nem existia smartphone ainda né, mordi a língua com meu Iphone agora rsrs). Agora... parar para imaginar que alguém usou seus minutos, ou quem sabe horas, que poderiam ser usados em tantas coisas, para se dedicar à você, isso não tem comparação. Muita gente acredita no poder de muitas coisas, mas poucos são os sábios que tem a proeza de saber o poder das palavras." (Eu falava bonito demais! Uau!)

Encontrei meu post falando sobre o quanto eu me senti bem por perdoar e ajudar um rapaz que tinha me feito tão mal, não lembrava disso, mas uma das coisas que este rapaz me disse foi que não sabia se no meu lugar, conseguiria ser como eu sou, esquecer de tudo e dar uma segunda chance para a vida.

Os comentários que eu recebia diziam o quanto eu era inteligente, linda, amigável, atenciosa, carinhosa, que eu tinha dom para escrever um livro (olha eu aqui!) ou fazer psicologia (adoraria!), que queriam ter minha capacidade de perdoar. Dava conselhos, ajudava pessoas a "subir na vida", escrevia coisas e minhas amigas se identificavam e se sentiam melhor.

Engraçado que os elogios acerca do meu sorriso são exatamente os mesmos que ouço hoje, preciso dar mais valor pra esse meu sorrisão! =D

"Você é muito querida por muitos. Você não atrapalha, você ajuda. Você tem esse dom e ngm vai tirar", já dizia a Patty em 2008.
"Vc nasceu pra trazer brilho a vida de muuuuita gente.", dizia o Feh também no mesmo post.

Lembro que quando voltei a namorar o Gu, ele disse que quando me conheceu era um moleque e que eu tinha transformado-o em um homem, nunca vou esquecer! Lembro-me de ter dado a maior força para ele conseguir o primeiro emprego e de ficar um tempão no telefone ajudando a decidir se ele faria faculdade de Música porque era o sonho dele ou se fazia Publicidade porque se identificava. Hoje o Gustavo é um baita Diretor de Arte! \o/. Fico muito gratificada de ter ajudado de alguma forma!

"E ontem eu vi o quanto é bom se sentir útil sabe. ver que vc faz alguma coisa importante pra alguém, que vc é importante para alguém! Isso me deixou muito bem comigo mesma!"

De lá para cá, muita gente passou por essa minha vida, e ainda tem passado, e eu sempre tentei dar o meu melhor a todas elas, acredito que muita gente tenha um pedacinho de algo que eu tentei "ensinar", e eu sou muito feliz por isso!

08 anos depois que comecei o tal Fotolog, mesmo com a rotina e os tropeços tentando corromper, ainda me pego em momentos de doçura, ainda rio à toa e penso demais (sério, mais que o necessário!), ainda canto músicas no quarto sonhando em ser uma rockstar e me esforçando pra cantar bem, meu sonho de ir para Londres está cada vez mais perto, e é o que tem me movido para muita coisa, ainda não gosto das bochechas que vocês insistem em dizer "Que bonitinha, toda rosadinha!" ¬¬', percebi que parei de celebrar pequenas coisas como ouvir uma música que eu gosto muito, ainda adoro filosofia e mitologia e parei de ser tão melosa, claro que eu sou uma mulher romântica que sonha, mas tenho vida também e sei o quanto é bom  e necessário ter uma vida independente! Hahaha! Ainda me dói o coração ver pessoas vulgarizando o amor, ainda perdoo mais que o necessário e nem sempre as pessoas valorizam meu perdão, então perdoo uma vez pois acho que todos merecem uma segunda chance, mas a terceira não existe. Ainda tenho meu mundinho colorido, mas às vezes esqueço de separar um tempo para viver nele, ainda dou valor para pequenas coisas, escrevo cartas, colho uma flor para dar a alguém, compro um chocolatinho se algum amigo meu está mal, levanto da minha mesa pra dar um abraço em um colega, as pessoas ainda me procuram enlouquecidamente para conselhos e eu ainda ajudo muita gente.
Ouço Nothing to Say do Angra e ainda faço a coreografia do DVD no final da música, timidamente, mas faço. Achava que Always do Bon Jovi era música de amor e hoje sei que é música de corno, achava Forever do Kiss a música mais linda, e lembro que nos shows de 2009 e 2012 dei graças à Deus por eles não terem tocado. Hahaha. Ah sim, hoje eu bebo, cerveja I love you!

Como disse, os últimos dias foram de muitos pensamentos, análises, reflexão, reflexão, reflexão... pedi conselhos para deus e o mundo e cada um com sua opinião diferente só me fazia ficar mais perdida, e quem me ajudou quando eu precisava, no fim das contas, fui eu mesma revendo tudo isso. Resolvi retomar alguns hábitos maravilhosos que tinha deixado para trás com o tempo, celebrar pequenas coisas, viver cada dia sabendo a pessoa maravilhosa que eu sou. Vou tatuar o endereço deste blog, para que eu possa ler tudo isso daqui uns 10 anos.

Que graciiiiiiiiiinha! <3 br="">
Muito feliz, muito orgulhosa de ser quem eu sou há tanto tempo. =)



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Acalme-se, você foi nascido para a batalha!


Acalme-se.
Acalme-se e vá dormir. Ninguém sabe o que há pela frente. A vida é curta, para dizer o mínimo. Estamos na barriga do monstro.
Acalme-se, jovem e selvagem. Por muito tempo sua inocência deve reinar como conchas à beira do mar, e seus limites devem ser desconhecidos, e seus esforços devem ser SEUS.

Se você sentir que não consegue mais aguentar, não quebre o caráter, você tem muito coração. 
Isso é real ou só um sonho?
Levante-se como o SOL e trabalhe até o trabalho estar feito.

Acalme-se, um dia você irá embora. CORAGEM na sua manga. E quando você voltar, me diga o que você viu? Tinha alguma coisa lá fora para mim?

Acalme-se, feche os olhos. Daqui a pouco você vai estar sozinho, seguro e em ordem. E se te jogarem na lama, isso NÃO MUDA o que há em seu sangue.

Através das pedras, através das cordilheiras, através das armadilhas, através das planícies.

Quando eles te derrubam, não quebre o caráter, você tem muito coração.

Isso é real ou só um sonho?

Acalme-se.
Acalme-se.
Acalme-se.
Acalme-se.

Através das pedras e cordilheiras, através das planícies no crepúsculo, através das armadilhas e ciladas, quando você está fundo demais. No seu maior sonho, no seu esquema feito. Quando eles te derrubarem, quando eles te derrubarem...

Não quebre o caráter. Você tem muito coração.

Isto é real ou só um sonho?

Levante como o sol e trabalhe até o trabalho estar feito. Levante como o sol e trabalhe até o trabalho estar feito. LEVANTE COMO O SOL e trabalhe até o trabalho estar feito.

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Nascida para a batalha.

Você perdeu a fé no espírito humano, você anda por aí como um fantasma. Seu coração estrelado pegou um trem rumo ao litoral.
Quando você brilha, é uma mansão no topo de uma colina. Então como você perdeu sua luz? Foi soprada pelo vento? Na quietude da noite...

Estamos contra a parede, contra a parede. Há algo morrendo na rua.

Quando te derrubam, você vai levantar. Não, você não pode parar agora.

Eu sempre te vi como um tipo de guardiã, mãe para um filho. Mas seus meninos amoleceram... e suas meninas ficaram selvagens.

Do Blue Ranch à Black Hills, até o Redwood Sky. As épocas passam, mas o sonho não morre. Não, não acabe com a diversão.
Contra a parede. Há algo morrendo na rua.
Quando te derrubam, você vai se levantar. Mas você não pode parar agora.

Quando partem teu coração, quando fazem sua alma chorar. Lembre-se do que eu te disse, garota você foi nascida para lutar. Não, você não pode parar agora. Você foi nascida para batalhar.

Quando a noite cai sobre a terra, você fica assustada pelo som? Vai precisar mais que uma mão para reverter as coisas.
Porque você não se apoia em mim? Resgate-me e liberte-me!

Contra a parede. Contra a parede. Há algo morrendo na rua. Contra a parede. Quando te derrubam, você vai se levantar.

Mas você não pode parar agora!

Eles partiram seu coração? Eles fizeram tua alma chorar? Lembre-se do que eu te disse. Garota, você foi nascida para lutar. Porque você não pode parar agora.

Venha e mostre sua cara, venha e nos dê mais uma centelha, começaremos um incêndio, vamos cair dentro da escuridão, e você não pode parar agora.

Você nunca vive,
Se você nunca aprende.
Você nunca brilhará, 
Se você não queimar.  
A maré crescente,
A ressaca,
O veneno e a inundação.
Você se afasta.
Bem vindo ao lar.

(Não, você não pode parar agora.)

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O primeiro texto, é a tradução da letra de Be Still do The Killers, o segundo texto é a tradução de Battle Born da mesma banda. Fiquei impressionada como elas se completam e notei que as duas ficam em sequência no CD que também se chama Battle Born (Faixas 11 e 12) (Aceito de presente, aliás!). Uma sequência perfeita. Como fica interessante quando vemos a música como um texto e prestamos atenção na mensagem dela, não?
O Killers incrivelmente tem uma trilha sonora pra tudo o que eu preciso.

Eu espero que minhas decisões estejam certas, que os planos deem certo, cada dia que passa abro mão de mais coisas em busca de algo maior. E a vida é realmente isso, nada vem fácil e eu realmente acredito que nossos sacrifícios serão recompensados, basta você batalhar.
E tem que ter muito culhão pra andar ao lado de uma mulher de fibra. Pena que parece cada vez mais impossível achar. Tenho uma coleção de "Deveria ter feito" justificando um "Vou fazer" que ficou engasgado no passado. E dói demais ouvir isso.

Vamos olhar para frente, porque tenho que assumir as decisões que tomei e os caminhos pelos quais me meti.

Obrigada!








quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pensamento positivo.

Amigos, gostaria dos comentários de vocês!
Essa experiência do cientista japonês Masaru Emoto circulou muito pela internet há pouco tempo. Resumindo, ele colocou três potes de arroz cozido, um com uma mensagem “I love you”, outro com a mensagem “I Hate you” e outro totalmente ignorado e pediu para que seus alunos gritassem a mensagem escrita para cada um deles por 30 dias.



Reza a lenda que no fim da experiência, o frasco “I Love You” estava com o arroz fermentado e um cheiro agradável. O frasco “I Hate You” estava praticamente todo preto; e o frasco ignorado era um acúmulo de bolor, caminhando pra decomposição.
Há mais experiências no link abaixo:



Outra coisa que deu o que falar e deixou muita gente muito louca foi o livro O Segredo que se sucedeu em filme.
Ele fala sobre o poder do pensamento positivo e a lei da atração: você atrai aquilo que você transmite.
Eu tenho esse livro! Li há muitos anos e lembro que uma das lições era não dizer a palavra “não”. Se eu não me engano o exemplo do livro era o seguinte: quando dizemos “Não vou me atrasar” o Universo pode anular a palavra “não” e entender somente o restante, diz o livro que é preciso mudar o modo de dizer as coisas para, por exemplo, “Vou chegar na hora!”.
Parece uma viagem essa história de Universo e tudo mais, e é um pouco impossível viver todos os dias como a Rhonda Byrne, autora do livro, escreve.  Mas a lição de otimismo do livro é muito boa!  A Lei da Atração é um assunto muito interessante, físicos, médicos, cientistas já discutiram sobre isso.



Mas a minha questão é, até onde o pensamento positivo é possível na nossa vida e quando passa a se tornar uma fantasia?
Que a vida é uma montanha-russa, que ela dá voltas e vários outros clichês de música pop relacionados a isso, todo mundo já sabe!
Existem momentos bons e ruins, e muito da personalidade de cada pessoa é mostrado em como ela passa por esses momentos.

Eu sempre fui uma pessoa muito positiva, particularmente de uns tempos para cá, procuro ver sempre o lado bom das coisas, viver feliz os momentos bons e tentar aprender com os ruins. Também gosto de priorizar as coisas boas em cada pessoa que conheço, em cada relação, em qualquer aspecto ao invés de me estressar pelas ruins. Basicamente, eu peso bastante na balança, se a balancinha ainda estiver pendente para o lado bom, então ótimo! Gosto principalmente de transmitir coisas boas aos outros quando precisam, adoro ajudar as pessoas a sorrir! =)

Só que pensar positivo, olhar o lado bom das coisas, blablablabla chatochatochato, despende de muita energia! Há um tempo, tinha uma pessoa tão deprê do meu lado e eu quis tanto ajudar que quem ficou deprê e fraca fui eu.  

Será que a Rhonda Byrne, ou seus seguidores já passaram pela situação de fazer algo com o pensamento positivo tão firme, essa coisa dar errado e só sobrar uma grande dor de cabeça e cansaço pelo esforço?
Eu já! É complicado fazer algo cheio de boas expectativas e receber um balde de água fria. Posso dizer que nunca desanimei, já tive meus momentos de querer desistir, mas passavam logo, lá estava eu tentando de novo.

Só que hoje em dia, às vezes dá certo receio de fazer as coisas com pensamento positivo. Meu pensamento positivo já tem um pé atrás em algumas situações, de medo de levar outro balde de água fria.

Será que as coisas podem não dar certo justamente por este pé atrás?

Será que pensamento positivo realmente ajuda a ser feliz?

Is this the real life? Is this just fantasy?

Por que o céu é azul? E por que não chove em São Paulo?

Esse é um assunto que eu penso muito a respeito e não chego em uma conclusão nunca, gostaria da opinião de vocês! =D
Beijos!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Abrindo o coração.

Oie! Como você está? Estou afim de conversar e desabafar!  =)

Sou ciente e muito orgulhosa das minhas qualidades, mas reconheço todos os meus defeitos. E tenho um defeitão! Bem grandão!

Adoro sorrir, falar, falar, falar, de qualquer assunto com qualquer pessoa. Em meia hora de conversa já contei metade da minha vida. E olha que esse nem é o defeito (mas não deixa de ser um, eu sei!).  Emendo um assunto no outro e volto a falar de um assunto do nada e ninguém acaba entendendo.

Sempre A-DO-REI fazer redações (olha só, tenho um blog afinal!) e era a primeira a levantar a mão quando minha querida professora de português da 5ª série, dona Maria Lúcia perguntava quem queria ler seu texto em voz alta. Sempre tive ótimas notas e pontuações. Uma vez não consegui fazer a redação e quando me chamaram para ler, peguei uma folha qualquer fingindo que estava lendo e comecei a inventar uma história ali mesmo, pois era uma falta de honra eu não ter uma redação para ser lida. Claro que não funcionou, levei um “negativo vermelho”. 

A mesma mão que eu levantava para ler a redação, eu também levantava quando perguntavam “Quem quer ler o texto do livro para a classe?”.  Meu ápice da vaidade foi quando uma professora disse para a classe que eu lia da maneira mais correta que alguém poderia ler, pausando corretamente nas vírgulas, entonação perfeita, etc. Nunca mais esqueci! ♥

Continuando nesse caminho, nos trabalhos em grupo, sempre fui “a que ia falar”, ou quando todos precisavam falar, sempre fiquei com a fala maior, ou a mais difícil de decorar, ou então falava a parte daquele aluno que faltou. Sempre, sempre, desde o fundamental até na minha apresentação de TCC. Eu sempre adorei isso, ver a sala toda olhando pra mim e prestando atenção no que eu digo. Como está escrito no meu perfilzinho, sou leonina e dizem que os leoninos gostam de aparecer. Se for verdade, esse é o meu jeito de aparecer e chamar a atenção. Por isso, ninguém acredita quando digo que sou tímida. 

Não aprendi a falar sério, se pudesse viveria a vida toda fazendo piada e brincando. Não sei conversar a sós, não consigo abrir a boca,  falar olhando nos olhos de alguém então..., meu Deus, entro em pânico! Sério, fico tensa escrevendo isso e imaginando...
Lembro bem de uma vez em que alguma amiga minha ia falar para o rapaz da escola que eu gostava dele, eu sempre corria para o banheiro. Lembro que no meu primeiro beijo, uma amiga minha agarrou meu braço e disse “Você não vai fugir” enquanto eu ia para o “local do abate” depois da aula. Lembro que antes de beijar meu ex-namorado pela primeira vez, estávamos sentados nos banquinhos da Galeria do Rock e ele me disse “Por que você só olha para baixo?” ele teve que puxar meu rosto para cima pra conseguir alguma coisa e eu tremia, roxa de vermelha. Só consegui dizer que estava apaixonada pelo falecido MSN! Ainda sou daquelas que escreve e fica com medo de ler a resposta.
Outra vez (há anos luz rs), fui conversar com um rapaz, mas estava com tanta vergonha que ele foi embora dizendo “Ah, você não quer!”.
 Nas reuniões gerais da empresa, sempre me senti à vontade para dar minha opinião, mas nunca para conversar sério com meu chefe, diretor, etc. Sempre adiei o máximo que pude. Mas se eu puder dizer algo por e-mail, escrevo perfeitamente bem tudo o que quero dizer.

Por que tudo isso? Eu realmente não sei. Tenho medo que reparem no quão vermelha eu fico, ou que eu fique vesga falando e perca toda a credibilidade, ou de me mostrar frágil para alguém, acho que esse é o principal motivo, a pior coisa do mundo para mim é me emocionar e chorar na frente de alguém. Procuro não discutir porque tenho medo de magoar alguém, não abro o coração porque tenho medo de me magoar. E aí fico assim, sofrendo em silêncio sozinha.


Péssimo, não? Eu sei. 

Tenho consciência de todos os assuntos que tenho para resolver, passo a semana toda pensando “vou fazer, vou fazer, vou fazer”, ensaio diálogos, imagino respostas. Quando tenho a oportunidade de fazer, esqueço, ou acontece algo que me desencoraja e fico com aquilo entalado na garganta.
Acho que as coisas seriam muito melhores, mais justas e verdadeiras se todos falassem o que realmente pensam/sentem aos outros. Só que no meu caso, seria muito melhor se eu pudesse fazer tudo isso por e-mail.

Mas a graça da vida é conseguir superar-se sempre. Meu melhor amigo disse uma vez que “sou diferente das crianças da minha idade”, sei que essa trava não combina com tudo o que corro atrás bravamente para conquistar, e talvez (com certeza) eu tenha perdido muita coisa por ficar sofrendo em silêncio.

Chega uma hora que é bom jogar tudo para o alto e arriscar a sorte. Talvez eu tenha algumas coisas a perder, mas sei que tenho muito mais a ganhar daqui poucos meses por conta da minha própria coragem em arriscar.

Estou trabalhando isso! E acho que reconhecer o defeito e contar isso é o primeiro passo.

Nada dará certo enquanto eu ficar parada sem tentar. 

Obrigada a quem leu! =)

"But we still fear, what we don't know... the mind is poison."


Talvez a música que mais me deixa emocionada/sentimental/gay de todas! =P

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Felicidade é só questão de ser.

Dizem que quando se está feliz com algo, contamos para 01 pessoa e quando estamos descontentes, contamos para 05. Mas não para a nossa protagonista.
Descontente, ela desabafa para 15 pessoas sua frustração; Feliz, ela conta para 200 pessoas, coloca uma faixa no portão agradecendo a algum santo pela graça alcançada, qualquer assunto lhe faz lembrar e falar no motivo da sua felicidade, até que de uma hora para outra, a felicidade some e ela volta aos seus 15 amigos com quem ela desabafa suas frustrações. Até que outro furacão de alegria aconteça novamente e o ciclo se repita.
Não existe um segredo ou plano seu que pelo menos uma pessoa no mundo não saiba (quando ela consegue contar para uma pessoa só!).

A mente sonhadora dela adora fazer planos, surpresas e carinhos, e a empolgação é tanta que ela acaba contando para alguém... “O que você acha se eu...”, aí a pessoa tem uma opinião contrária à dela, ela fica imersa em um mundo de dúvidas e acaba não fazendo nada.

A gente não para pra pensar que cada pessoa em que confiamos um segredo, para quem contamos nossa felicidade ou para quem contamos nossos planos também tem outra pessoa a quem confiar, que tem outra pessoa e assim por diante. Não temos controle a respeito de até onde nossa mensagem chegará e pode ser que ela vá parar em não tão boas mãos. E não é por mal, mas acontece mesmo.

Ela teve um plano novo e quando estava prestes a contar ao seu amigo de confiança, algo a freou e começou a pensar nas pessoas de sua rotina, algumas tão discretas que parecem um mistério e outras tão escancaradas que ela já conhecia detalhes mais íntimos de suas vidas... Então resolveu propor-se um desafio e um experimento: um voto de silêncio e manter um plano em segredo, sem segundas opiniões ou interferências, fazer tudo de acordo com sua própria vontade e contar o resultado só no final, caso necessário.

Sei que a vontade e contar a felicidade aos quatro cantos, mas quanto mais se espalha o perfume, mais rápido ele acaba. Ao invés de contar a felicidade, vamos experimentar vivê-la em silêncio.

Felicidade é só questão de ser.




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Eu, estrada.



Lá estava a estrada, um caminho longo pela frente, cheia de coisas para serem vistas.
Lá estava o andarilho, com os pés calejados de tanto andar por aí, descansando de mais uma caminhada em antigos caminhos. 

Por um acaso, os dois se encontraram. E o andarilho resolveu começar a andar por aquela estrada nova apenas para ver como era.
E se viu deixando pegadas e rastros, marcas e perfumes pelo caminho. 
Descobriu que o caminho era feliz, próspero, bonito, promissor, puro de vitalidade e liberdade, "impossível existir estrada mais perfeita!" Mas a vida não é completamente perfeita como queremos (e nem deve ser), e a estrada tinha apenas um obstáculo... lá na frente.. um desafio para quem quisesse continuar nela. Tratava-se de um buraco que deveria ser atravessado, saltado, superado. O andarilho não teve coragem de enfrentá-lo, ou ao menos não conhecia a coragem que poderia ter, então mudou de estrada.
A nova estrada, com uma belíssima placa de boas vindas, mas um caminho por inteiro cheio de pedras, rodeado por penhascos, longas subidas e pequenas descidas que nem ao menos serviam para descansar. O andarilho quase caiu diversas vezes em seus barrancos, tropeçou outras inúmeras em suas pedras. A velha estrada tentou emprestar uma ponte "saia daí, esse caminho não vai te levar a lugar nenhum!", o andarilho recusou "Não, vou tentar mais um pouco!". A velha estrada, abandonada então, resolveu mudar seu curso e foi para outro canto. 
O andarilho, cansado de tropeçar e andar sem rumo, lembrou-se do quanto era bom caminhar pela antiga estrada, e percebeu então que estava longe demais daquela que o levaria a um caminho feliz. Tentou pegar um atalho para voltar, lhe jurou que esperaria o buraco ser tapado ou que tentaria construir uma ponte para atravessá-lo, mas cada vez que o andarilho se reaproximava, a estrada ia para mais longe. Não acreditava mais no andarilho, não acreditava mais nessas pessoas que viviam pulando de esquina em esquina, que deixavam seu perfume pelo caminho e quando menos se esperasse, desapareciam em busca de novos caminhos, e quando menos se esperasse novamente, apareciam misteriosamente para continuar sua caminhada como se nada tivesse acontecido, não era o primeiro andarilho que o fazia, mas ela queria que fosse o último. 
O andarilho disse então do quanto sentia falta de caminhar calmamente por aquele asfalto perfeito, aquele caminho agradável e tranquilo, esperaria o tempo que fosse para que a antiga estrada reabrisse as portas. Isso fazia com que a estrada ganhasse um caminho ainda mais longe do andarilho. 
A promessa do andarilho, não durou poucos meses e tão logo e cheio de impulso como tudo em sua vida, ele encontrou uma nova estrada para andar. E simplesmente esqueceu daquela antiga estrada pela qual prometeu esperar eternamente. E quem garante ate quando ele ficará nesse novo caminho? Andarilhos são sempre tão imprevisíveis e a velha estrada estava agora de portas abertas para aquele que quisesse caminhar por ela, parar em um de seus acostamentos, sentar ali e assistir com ela a um tranquilo por do sol antes de superar seu único obstáculo e encontrar com ela o tesouro da felicidade em seu horizonte. Será que haverá um bravo homem capaz ou estas trilhas estão cheias de andarilhos buscando por aventura e novidade?