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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Feliz aniversário, desilusão

 

Feliz aniversário ao nosso amor, ao menos ao meu. Parabéns ao sentimento que não floresceu depois de ser encharcado por um regador transbordando orgulho. Parabéns a você, incapaz de parar por um minuto em seu atarefado dia para ouvir seu coração, ou incapaz de largar a sua cerveja barata de festas promíscuas para entrar em sintonia aos meus pensamentos. Ah... meus pensamentos, sempre perturbando minha confusa mente como agora. Confusão... lembro-me que esta foi a justificativa tua para não pensar em nós. Confusão maldita, tirando meu sono e anestesiando o teu.
Nesta data, que queima em minha memória e enche meu rosto de rubor com o sangue quente que circula por ele. Ainda lembro de cada detalhe, de cada gole de cerveja, de cada música e de cada beijo. Em uma noite totalmente desencanada, surge um elegante príncipe com todas as características físicas que eu sempre abominei. Um príncipe que te ergue no colo e te liga no dia seguinte...pffff... pobre de mim que acreditei por anos que contos de fada existiriam em uma metrópole como essa.
Acreditei, desisti, acreditei novamente, desisti achando que seria para sempre, voltei a acreditar achando que seria para valer. Mas meu coração já estava totalmente dopado e não saberia reestruturar-se sozinho se não ouvisse da sua própria boca que o sentimento por mim havia cessado. E agradeço-te tanto por ter me tirado de tal fantasia de incertezas...
Sei que hoje sou alguém mais evoluído que há alguns poucos longos anos atrás pois soube tirar da desilusão, um impulso para a vida. A vida. Não sei o que ela reserva, se reserva, mas tenho hoje novos planos e apostas para sentir a tão procurada felicidade que nem sei sabemos se existe.
Escrevo hoje para me despedir desta história, para não "celebrar" mais um ano de vida de um sentimento atropelado pela própria vida.
Feliz aniversário, desilusão e que descanse em paz para me deixar em paz.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Stronger than yesterday.


Não sei bem como começar, na verdade não sei nem se preciso desabafar. Estou bem.
Hoje tive a infelicidade de ver um homem por quem meus olhos nunca param de brilhar, beijando outra garota... a parte ruim, é que eu a acho muito simpática, a parte pior é que ela é linda!
Mas eu tinha tantos amigos ao lado para dar risada da situação, que eu esqueci de me importar com a cena.
Não vou negar que prestei atenção ao que estava acontecendo. Olhei aquilo com outros olhos...
Olhos de tristeza? Não, dessa vez eu não derrubei uma lágrima.
Olhos de desprezo? Não é para tanto...

Foi quase um olhar crítico.
Uma roda de amigos em frente ao boteco de sempre. O rapaz diz que vai ao banheiro e vai buscar uma cerveja. Entra no boteco. Um minuto depois, a garota diz a um rapaz da roda (que gosta dela, coitado), que iria ao banheiro e já voltaria. Entra no boteco. 5 minutos se passam e nenhum sinal dos dois. Dois amigos vão ao banheiro. Voltam. E nem sinal dos dois primeiros (ah sim, é uma cabine para cada sexo). Se tivesse um chuveiro no banheiro, eu poderia crer que estavam tomando banho. Voltaram e sem a cerveja prometida. Que pecado!

No terminal rodoviário, acontecem as despedidas. Todos vão em direção ao metrô, e eu e o rapaz vamos em direção ao terminal de ônibus. Mas o rapaz estava ocupado... fui embora. Talvez ele diga a ela a mesma coisa que disse pra mim ontem, que não poderia mais ficar com ninguém ali, pois seu cunhado utiliza aquele mesmo caminho para voltar pra casa.

No ônibus, ouvi a música mais melancólica do momento que estava tocando no rádio, e não houve diferença nenhuma. Comecei a pensar... Um homem comprometido, que abre seu catálogo e escolhe "qual será que eu vou beijar hoje?", que precisa fazer as coisas como se estivesse se escondendo da polícia. No começo é muito divertido "uau, quanta adrenalina". Mas agora.... na boa, eu consigo coisa bem melhor que isso. Esse tipo de situação não combina com a mulher que está nascendo dentro de mim. Prefiro esperar encontrar alguém solteiro que não precise se esconder para ficar comigo.

Andei pela rua tão orgulhosa de mim, que provavelmente eu vou esquecer de passar pelo boteco para cumprimentá-lo amanhã... puxa, que relapso, não? Estou tão triste por isso...

Os sentidos, sentirão :)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

20 e poucos anos


Quando os Raimundos regravaram esta música, eu estava com meus simples 10 anos de idade (Claro que eu não sou da época do Fábio Jr.). Não fazia ideia do que significavam os 20 e poucos anos, na minha imaginação de criança, isto já representava estar velho, andando pela Av. Paulista com roupas sociais, casado e com filhos. Segue o exemplo que tinha em casa: Minha mãe casou-se com 21 anos e teve seu primeiro filho aos 24 recém completados.

Ao completar 20 anos, a primeira coisa que pensei, foi nessa música. Mas bem, eu ainda tinha 20 anos, não fazia parte deste time, eu estava só nos "20...". Mas ao completar 21, vi que tinha entrado para a fase dos "...poucos anos". Ter 20 e poucos anos é uma experiência incrível! Dizem que a personalidade da pessoa é formada até os 07 anos de idade, depois disso a pessoa não muda. Eu não acredito mais nisso, essa fase que vivemos agora, nos obriga a tomar decisões cruciais para o que seremos no futuro. Se a adolescência é a fase das descobertas, então eu diria que os "20 e poucos anos" é a fase das escolhas e das transformações

Durante esta fase, as diferenças ficam menores. Voltando à minha mãe, quando ela nasceu, meu pai tinha 09 anos... muita coisa né? Quem diria que os dois iriam se encontrar e se casar? Pois bem, quando casaram-se, meu pai tinha 30 anos, e minha mãe 21 como eu já disse anteriormente. É uma diferença grande, mas aceitável agora. Sempre me dei melhor com as pessoas mais velhas (e particularmente, até prefiro mesmo, desculpem os mais novos. Larissa, Nádia, Bia..não me matem, vocês são incríveis, ok?) tenho amigos de 30, 40 anos, e não há diferença nenhuma na hora de conversar. Vou à festas com minhas amigas de 27 e 31 anos, e nos divertimos igualmente.

Tenho escolhas importantes à fazer... Agora, aos 21 anos, posso sair de casa e avisar quando eu já estiver na porta, não preciso dar muitas explicações de para onde estou indo, com quem estou indo, que horas eu chego, etc, etc, etc. Meus amigos de mais longa data sabem que isso pode ser comparado à libertação dos escravos rs... Mas as coisas mudaram, ontem fui sozinha à colação de grau de uns colegas formados em hotelaria. Me senti uma estranha por entre as várias famílias, fui apresentada às mães e tudo mais. Vi os formandos tirando fotos com seus diplomas na mão, e quase me emocionei, pensando que em um ano estarei no mesmo lugar. Tenho um convite para visitar a casa de uma colega de classe que se casou, para visitar o bebê e a casa de uma colega (mais nova que eu ) que trabalhou comigo... Coisas da vida.

Minhas contas hoje, são pagas por mim, mas eu ainda gosto de ler tirinhas bobas na Internet... estou em uma corda bamba, de um lado, o futuro-breve, do outro lado, a vida boa, quase que irresponsável. Estou me equilibrando até chegar a hora certa de cair.

É mágico olhar para seus colegas de classe e ver que hoje entre aquelas pessoas de calça azul royal e camiseta branca com um "JS" estampado no peito, hoje há dentistas, jornalistas, professores... E ainda estou no primeiro ano dos "20 e poucos anos", imaginem quantas coisas ainda vão mudar. Ainda não casei, nem tenho perspectivas para isso, não tenho filhos (ainda bem!) mas já ando em trajes sociais.. não pela Av. Paulista, mas pela Av. Nove de Julho, que no fim, dá na mesma... mas sei que estou vivendo uma fase incrível da vida, e que a cada passo que eu der, pode estar escondida uma surpresa para a minha vida!

As pessoas de 20 e poucos anos, devem viver cada dia da sua vida, pois é uma fase que vai embora muito depressa, a adolescência é empurrada para trás com violência, a vida adulta chega quando você nem percebe, e tudo pode ir embora muito rápido e não voltar mais...Então... let's live!

Quem sabe eu volte aqui quando estiver com meus 30 anos? De onde será que estarei postando? Quem serão meus amigos? Quem estará ao meu lado? Não precisa de tanto, aos 25, muita coisa vai ter mudado...

É, me empolguei! Rs.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Você é linda, sua velha rabugenta".


Um dia um amigo meu me disse que eu tinha muito "potencial para a vida". Aquilo foi uma das coisas mais bonitas que ouvi. Um outro dia, ele me disse quase às lágrimas, que ele tinha certeza que eu ainda seria uma "puta mulher" (o "puta" no sentido de intensidade, ok?).

Para quem sempre foi acostumado a ser o patinho feio, a receber vários apelidos, ficava difícil olhar no espelho e ver algo bonito. Mas o assunto não é bullying, e isto não é um mérito só meu, quase todas as pessoas passam por isso na escola, mas talvez eu tenha dado bola demais, e algumas cicatrizes ainda ficam abertas, mesmo 7 anos depois...

Hoje minha colega me classificou como "boba", um outro amigo me classificou como "chata".

Já chega de drama, não? Falta de confiança, ou a própria "bobice" que minha colega citou. É uma postura que já me esgotou, já esgotou meus amigos, enfim que só atrasa a vida...

Tomei de exemplo as modelos de passarela. Vamos imaginar?

Estamos em um desfile de moda, todos sentados, obrigados a inclinar sua cabeça para o alto para poder vê-la, linda, deslumbrante, super confiante com seus passos firmes um na frente do outro. E porque a modelo é tão deslumbrante? Ela entra, com o pescoço erguido, mira seu foco, e vai... Não olha para os lados, muito menos para baixo, vai concentrada até a ponta da passarela, se de repente ela tropeça, levanta-se novamente e continua seu percurso. Chega na ponta da passarela, faz uma gracinha e volta, firme, continua sem olhar para os lados e para o chão? E a platéia? Deslumbrada, de boca aberta, viram a cabeça para acompanhar.

A vida, não passa de uma grande passarela, cabe a você ensaiar a sua melhor passada e desfilar.

O segredo é justamente este, não olhar para os lados, não olhar para trás, não desviar do seu foco, e você vai ver, os pescoços vão se virar para te ver passar....

Li em um livro, que a mulher deve tratar a si mesma como se fosse um prêmio, e que deveria lembrar disso quando conhecesse um homem. Hoje, me olho no espelho e vejo uma bela mulher, cheia de futuro e coisas boas que podem vir.

Este ano, sinto que será um ano de grandes mudanças, além de ser o último ano da faculdade, algumas já estão acontecendo... espero que isto esteja incluso!

Amigos, não é fácil, não é uma mudança que ocorre de um dia para o outro, mas acho que meu caminho para o "puta mulher" já está sendo trilhado, tenho deixado muitas coisas e pessoas pra trás, e olha, nem tem doído tanto... Tem mais algumas na lista já.. =D. Vamos aguardar o progresso! =) Mas de início, obrigada à vocês!

Neste verão e para o resto da vida, vamos tentar fazer algo de diferentchiii?


“Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse ter dar um só presente para o resto da sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada”.
Trecho do livro Um Dia de David Nicholls (depois que terminei de ler, só penso nesse trecho!)

Enjoy the silence...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sonhos ou mensagens da alma?


Dizem que os sonhos são mensagens que recebemos enquanto dormimos, e que cada sonho tem um significado.

Há muito tempo tinha parado de fantasiar com as pessoas, costumava conhecer um rapaz e imaginar qual vestido de noiva eu usaria na grande noite. Imaginava um corte de cabelo que queria fazer, e já via como as coisas mudariam depois daquilo. Fazia uma entrevista de emprego e já me imaginava tirando férias depois de 01 ano de trabalho. 2012 começou, e eu comecei a ir aprendendo a parar de fantasiar junto. Algo que pode facilmente ser considerado como impossível para uma imaginação sonhadora e no auge da fertilidade como a minha. Mas aos poucos eu estava conseguindo.

Tentei adotar uma postura diferente, e quando finalmente achei que tivesse conseguido, tive um final de semana surpreendente, com coisas que realmente eu não estava esperando, (talvez resultado da postura diferente? Não sei. Eu sempre acredito que essas coisas não passam de um grande teste para avaliar sua mudança) e o resultado? Fantasiei. Meus pensamentos acabaram se focando em uma única coisa durante a noite, assim como já havia acontecido um tempo antes. Pensei, imaginei, suspirei e dormi, e é claro, quando pensamos muito em algo antes de dormir, acabamos sonhando com isto. Mas o sonho foi ruim, cheio de ilusões e decepções. A história, eu deixo para depois, mas acordei bem chateada com o sonho, o que de certa forma foi "bom", pois fez com que eu reavaliasse a postura que estava tomando nos últimos dias, um retrocesso perante o que eu tinha prometido a mim mesma. Levantei da cama, pensei nos vários roteiros que tenho para atualizar, na boa notícia que meu diretor me deu no sábado, na minha grande preocupação com a faculdade e na dieta alimentícia+financeira que eu tinha prometido começar com minha colega de escritório. Tenho tantas coisas para me focar, que sinto que não há muito tempo para fantasiar agora. Mas na verdade, isso tudo não vem ao caso.

Geralmente eu acredito nos significados dos sonhos (ainda mais aqueles dos quais nos lembramos no dia seguinte) e gosto de prestar atenção neles. Quase sempre procuro saber o significado deles, dependendo do resultado, eu acredito ou não. Não são durante todas as noites que sonhamos, então acredito que quando sonhamos, há uma mensagem a ser passada para nós, e nós interpretamos da maneira que escolhemos.

E vocês?? O que pensam em relação aos sonhos? Pesquisam o seu significado? Acreditam que seja uma mensagem importante? Ou simplesmente não dão bola?

No final isto tudo não passa de um pequeno desabafo…

“Take cover, I wanna take cover...”